quarta-feira, dezembro 03, 2008

terça-feira, setembro 16, 2008

Madonna em Lisboa - 14 de Setembro


Um dos meus maiores sonhos era ver a Madonna bem de perto até conseguir reconhecer os músculos das nádegas dela! Não sendo esse objectivo algo de fácil a conseguir-se, a única possibilidade seria num concerto ao vivo. Madonna vinha a Lisboa e eu tinha um bilhete para o concerto! O único obstáculo eram as outras 74.999 pessoas que também tinham comprado um bilhete... Coisa pouca, não é assim? Ora, sendo eu um homem que quando quer algo faz de tudo para consegui-lo, quando tal tem esse merecimento, aceitei o desafio de um amigo e partimos com dois sacos cama e uma tenda! Nenhum de nós é adepto do campismo, mas a diva valia esse sacrifício. E, depois, fumando um charro a noite até se tornava mais tolerável! Bebidas alcoólicas é que não, pois uma ressaca não seria nada agradável no dia seguinte!

Um grupo de espanhóis madrilenos estava à nossa frente na fila e optaram pelas duas coisas: bebidas e charros! Fizeram a festa e com isso não deixaram ninguém dormir, principalmente os vizinhos! Estavam a adorar ser o centro das atenções, com conversas banais, gargalhadas exageradas e passagens de modelos! Quantas vezes terei escutado o refrão do último hit de Madonna: Give it to me! E é conhecido o jeitinho que os espanhóis têm para falar inglês... Enfim! Entretanto, dentro da tenda, adormecer era coisa que não se avistava! Não havia espaço para esticar as pernas e foi necessária alguma originalidade para arranjar posições minimamente confortáveis e procurar descansar para estar em forma no dia seguinte que se sugeria bastante longo...

Descalcei-me e o fedor foi de tal modo intenso, que o Nelson quase vomitou! Esqueci-me de usar creme e o dia foi de algumas caminhadas longas em Lisboa... Até a mim me incomodou, mas o meu companheiro desta aventura sugeriu que os ténis ficassem fora da tenda no saco que tinha os invólucros das sandes (o saco do lixo). Não pude contrariá-lo, pois os pés não cheiravam melhor e não havia como lavá-los...

Enfim adormeci, vencido pelo cansaço, e a ouvir algumas das minhas músicas preferidas da Madonna. Acordei a transpirar dentro do saco cama algumas vezes, o que foi verdadeiramente desagradável, com o inconveniente de não conseguir esticar as pernas! Que merda!

Durante o dia, foi ter de suportar o calor infernal que se fez sentir! Por que o tempo não está assim quando quero ir à praia? Um verdadeiro sol abrasador tornou a causa ainda mais nobre e proporcionou considerações interessantes sobre a Madonna! Sim, deu para conhecer algumas pessoas, mas a maioria, à primeira vista, não parecia ter qualquer interesse.

Após a visita dos canais de televisão que quiseram falar com os loucos corajosos que dormiram ao relento para assistir ao concerto da maior estrela Pop feminina, foi-nos dito que aparecemos no Jornal da Tarde do Canal 1! A mãe do Nelson, testemunha de Jeová, foi uma das pessoas que ligou para dizer no final do telefonema que não compreendia o sacrifício do filho para ver uma porca! A liberdade de expressão é um valor que muito prezo...

A meio da tarde os ânimos exaltaram-se e o grupo dos primeiros a chegarem ao Parque da Belavista começou a assobiar para a organização, quando nos foi dito que iriamos entrar ao mesmo tempo que as outras pessoas da segunda fila para a entrada na direcção oposta! Foi, de facto, uma falha muito grave por parte da organização que chocou pessoas de outras nacionalidades, nomeadamente australianos, espanhóis e britânicos... "Isto sõ em Portugal!" - gritei eu com a esperança de ser ouvido por alguém do staff, que primou pela antipatia e desumanidade...

Chegado o grande momento da abertura das portas, precisamente quando chegava a minha vez, mandaram parar as entradas no recinto e ao longe só se via as pessoas da outra fila a entrarem às dezenas! Foi um momento de grande stresse e de gritos de protesto! Não imaginam como ficam as pessoas para ver a Madonna... só estando lá... Quando enfim permitiramn que passássemos, desatei a correr que nem um louco! Qual Haile Gebrselassie! Se estivesse em competição, teria ficado com a medalha de ouro! Nas graças divinas, consegui um lugar na primeira fila, no lado direito do palco!

Após esperar ansiosamente pelo espectáculo, e ter ido urinar pela primeira vez nesse dia, passei duas das horas mais felizes da minha vida!

Vi a Madonna tão perto de mim, que nem queria acreditar! Estava linda e não me pareceu tão magra como nas revistas! Estava perfeita e desempenhou o seu papel na perfeição, pelo menos que eu tivesse visto! Curiosamente, não me dei conta de dois cavalos no palco, tal como a imprensa anunciara.

Não tirei muitas fotos, pois o meu objectivo era olhar para ela sem ter essa preocupação! E devo dizer que aproveitei ao máximo! Saltei e dancei durante quase todo o concerto! Quando acabou senti-me aliviado, pois já estava exaustíssimo! O espectáculo teve a duração certa! Absolutamente fantástico!

Lembro-me de saltar imenso para captar a atenção de Madonna, quando ela olhou para mim, gritei duas vezes "Love You!"! O "I", com os nervos, não saiu! Pareceu-me tê-la visto a rir-se com os olhos... Já sabe que existo! Eh! Eh! Eh! O fã do chapeú branco - será assim que se lembrará de mim! Assim o espero, e quero acreditar nisso!

I LOVE YOU FOREVER MADONNA!

terça-feira, agosto 26, 2008

domingo, junho 29, 2008

Um dia de sonho

Cena 1
Dia 1- amanhecer

Pedro está deitado a dormir, subitamente o despertador começa a tocar. São 6: 45.

Pedro – (desligando o despertador) Merda! Não acredito! (espreguiça-se) Não me apetece nada ir trabalhar! (Vira-se para o lado e abraça a sua esposa, Helena) Helena! Acorda amor, já está na hora de acordares... (é muito carinhoso para ela, falando sensualmente)

Helena – Não me beijes agora! Sabes como detesto! Devo estar com um hálito horrível!

Pedro – Não faz mal! Gosto de ti na mesma! (beija-a lentamente)

Helena – Deves ter razão...

Pedro – Amo-te muito, sabes...

Helena – Eu acredito... porque eu também te amo muito... (beijando-o)

O telemóvel, dentro do bolso do casaco, de Pedro, começa a tocar. Ele levanta-se e corre para o atender.

Helena – Ainda não aprendeste a desligar o telemóvel?

Pedro – Bem sabes que não posso! (atende a chamada) Sim, já acordei... Um bom dia para si também... Não, ainda não saí de casa... Aconteceu um imprevisto? Como assim?... O senhor Gonçalves morreu?

Helena ouve atenta e fica espantada.

Pedro - Não pode ser verdade!... (olha triste para Helena) De um ataque cardíaco!... Estou perplexo! Nem sei o que dizer... O funeral vai ser amanhã.... Aguardo sim... Com certeza... Olhe, se tiver oportunidade dê os meus pêsames à Senhora Odete... Não lhe vou telefonar porque deve preferir o sossego, num momento como este... compreende por certo... Com licença.

Pedro desliga o telemóvel, senta-se na cama, com os pés no chão, pernas afastadas, eleva as mão à cabeça, com os cotovelos nos joelhos. Helena abraça-o por detrás.

Helena – Vá! Não fiques assim... Não gosto nada quando ficas assim!

Pedro - Desculpa-me... é mais forte do que eu...

Permanecem na mesma posição – ele sentado e de mãos na cabeça, ela abraçada a ele por detrás.

Helena – Bem sei que estes momentos são dolorosos... Deparamo-nos sempre com a dificuldade em encontrar as palavras certas... palavras que não magoem, que sejam bonitas... mas a morte é uma palavra tão feia... é mesmo feia! Já tinhas pensado nisso? Morte! M-o-r-t-e.

Helena levanta-se e dirige-se à sala, escolhe um CD: David Mourão Ferreira Um Momento de Palavras, e escolhe a faixa 18, o poema: “E Por Vezes”.

“E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos. E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tornarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos”


Pedro continua na mesma posição e, ao longo da recitação do poema, Helena regressa ao quarto aproximando-se novamente da cama. Note-se que as imagens aquando da declamação deverão ser todas em slow motion, para dar mais emotividade à cena. Helena contorna a cama e ajoelha-se diante do Pedro. Beija-lhe os pés, começa a subir pelas pernas com os lábios, beijando-as também, até aos joelhos. Olha para ele e diz-lhe:

Helena – Vais ser pai!

Pedro – O quê?

Helena – Foi o que tu ouviste! Vamos ter um filho!

Pedro – Um filho? Como? Não quero acreditar! Mas por que não disseste logo?

Helena – Para ser sincera... eu não ía dizer-te...

Pedro – Não ias dizer-me? Porquê? Eu não sou o pai?

Helena – É obvio que és tu o pai, quem querias que fosse?

Pedro – Então o porquê deste mistério?

Helena – Tu nunca irias entender-me...

Pedro – espera um minuto, não digas mais nada. Deixa-me pensar. Tu estás grávida de mim, mas não fazias intenções de dizer-me. E porquê? Porque não querias que esse filho nascesse, não era? Não era? Diz-me!

Helena – Sim, é verdade! Confesso! Não quero ser mãe tão jovem! Ainda não estou preparada para pensar em fraldas, ainda não estou preparada para abdicar de mim, do meu tempo, percebes?

Pedro – Eu não acredito! Ias fazer um aborto sem me dizer nada! Assassina! Desaparece daqui, não quero ver-te mais! Eu só não te bato porque jurei a mim mesmo que nunca iria agredir uma mulher!

Helena – Não Pedro, não! Eu pensei nisso, eu queria fazê-lo, mas não sou capaz... Não fui capaz... Por isso to disse...

Pedro – Não! Não foi bem assim! Tu apenas o fizeste porque o Sr. Gonçalves morreu! Confessa!

Helena – Não sei Pedro... Sinceramente... não sei...

Pedro despe-se e dirige-se à casa de banho, abre a torneira do duche e lava os dentes em frente ao espelho. Helena fica triste e pensativa. A claridade do dia começa a aparecer. Pedro sai do duche, e aparece no quarto de toalha à cintura.

Helena – Onde vais?

Pedro – Ainda não pensei nisso...

Helena – Não preferes conversar comigo?

Pedro – Conversar? Sendo frontal e directo, respondo-te que não. Queres que seja mais obvio?

Helena – Só estás a ver a situação pelo teu ponto de vista!

Pedro – Só estou a ver a situação no meu ponto de vista? Essa é muito boa! Bravo helena! Bravo! Desta vez conseguiste surpreender-me! És fantástica, sabias?

Pedro – Não te metas com ironias!

Pedro – Ah sim? Então acusas-me de só ver a situação no meu ponto de vista, enquanto que tu, sim tu, tu é que estavas a fazê-lo! Só pensas na tua carreira, e eu? O meu sonho de ter um filho? E se te acontecesse alguma coisa? Pensaste nisso? Hã? Pensaste? Não, não pensaste!

Helena – Estas a ser injusto! Muito injusto comigo! Tu conheces-me! Olha para mim, sou eu, a Helena, a mulher com quem tu casaste! Tu não imaginas o que tenho sofrido este último mês!

Pedro – O quê?

Helena – Sim, é verdade... Eu já sabia há cerca de um mês. Imagina a angústia que tenho passado. Por um lado queria dizer-te, por outro queria tirar esta criatura dentro de mim. Ter este filho é abdicar de um sonho meu... estou no início da minha carreira, está tudo a correr tão bem... Já fui capa nas melhores revistas... Tenho medo de engordar desalmadamente, de perder o meu corpo... A moda é o meu mundo... Tu sabias disso quando casaste comigo, e também sabias que eu tomava a pílula...

Pedro – O alibi perfeito...

Helena – Não enveredes por esse caminho! Peço-te!

Pedro – O que tu ias tentar fazer, não tem desculpa. Se aconteceu, é porque era suposto acontecer! Pensa em todas as modelos que já foram mães e que continuam perfeitas! A Cindy Crawford, aquela outra a ... Eva... a que foi casada com o Tico Torres dos Bon Jovi!

Helena – Estás enganado, ela ainda não foi mãe.

Pedro – Então e a Madonna? Já a viste? Teve dois filhos, e está melhor do que nunca!

Helena – Eu queria dizer-te. Acredita que sim. Mas não sabia como...

Pedro – Vem cá... tudo fica bem, quando acaba bem...

Helena – Tenho de telefonar para a agência, e avisar que não vou ao casting.

Pedro – Tem calma... Não há necessidade de ficares assim. Abraça-me e esquece... vamos esquecer tudo. O. k.?

Beijam-se.

Helena – Vamos para o Algarve!

Pedro – Para o Algarve?

Helena – Sim! Agora! Vamos para a praia apanhar um pouco de sol, mergulhar naquele mar imenso... Vamos amorzinho...

Helena levanta-se e vai até à janela, e abre totalmente a cortinas.

Helena – Vês? Vai estar um lindo dia!

Pedro sorri da cama.



Cena 2
Dia 1- manhã

Na travessia do Alentejo. Imagens das planícies. Helena faz o playback de uma música de Romana que passa na rádio :”Logo na Flor da Idade”.

Helena – “Por ele perdi tudo, na vida, alguns dos melhores anos, quem sabe, foi meia juventude, perdida, por me ter dado logo na flor da idade...”

Pedro – Fazes questão de cantar esta música?

Helena – Não, estou apenas a tentar rir de mim mesma.

Pedro encosta o carro.

Pedro – Helena, eu não quero que tenhas essa criança por mim!

Helena – Pára Pedro! Pára! Eu quero MUITO ter o nosso filho. MUITO! Acredita em mim.

Pedro – Então por que te meteste a cantar aquela música?

Helena – Estava a brincar!

Pedro – Eu não quero é ouvir, daqui a muitos anos, que deixaste de concretizar o TEU sonho para concretizares o MEU sonho!

Helena – Nunca Pedro! NUNCA! Em quem mundo vives tu? Eu amo-te! Já to disse quantas vezes? Terei de o repetir a todas as horas? A todos os instantes? O meu sonho Pedro... é ser feliz, e eu sou verdadeiramente feliz... porque estou ao teu lado. Porque preciso de ti para ser eu própria. Fazes-me ter vontade de ser um ser humano melhor. Ensinaste-me a separar o lixo, a ouvir música baixa para não incomodar os vizinhos, a dar esmolas a mendigos e a toxicodependentes, para não terem que roubar. Eu não sei! Eu não sei ser sem ti!

Pedro – Eu é que não sei ser sem ti....


Cena 3
Dia 1 - tarde

Pedro e Helena chegam ao parque de campismo de Albufeira. Montam a tenda. Estão a arrumar o interior.

Helena – Tem de ser sempre tudo à tua maneira! Nós já não temos idade para acampar! Eu sou uma figura pública! Fazes questão em humilhar-me?

Pedro – Não! Eu quero é que tu tenhas os pés bem assentes na terra! O facto de saíres nas revistas não faz de ti um ser superior aos outros!

Helena – Eu vou-me calar! É melhor!

Pedro – Vê se cais na realidade! O meu patrão morreu! Eu não faço a mínima ideia de como vai ficar a minha situação na empresa! Ele não tem filhos, e também não faço a mínima ideia de quem vai ficar a geri-la. Se calhar ainda me despedem!

Helena – Desculpa-me! Eu por vezes não sei onde tenho a cabeça. Eu compreendo que tudo isto deve estar a ser muito difícil para ti. Mas, vamos esquecer tudo, estamos no Algarve, e é para curtir à brava. Sabes que mais? Vou fazer um...

Helena faz um charro.

Pedro – Agora que estás grávida devias deixar-te dessas merdas.

Helena – Eu vou deixar os charros! Mas são o meu único vício, vai custar-me um pouco, mas pelo nosso filho... Faço tudo, só preciso é de uma despedida em grande...


Cena 4
Dia 1– tarde

Helena e Pedro estão na praia a apanhar banhos de sol.

Helena – Se for menina vai chamar-se Bárbara.

Pedro – Se for menino tem de chamar-se Manuel, o nome do Sr. Gonçalves.

Helena – Eu sei que tu vias nele um pai.

Pedro – O pai que nunca tive...

Helena – Já reparaste naquele bonzão ali deitado na toalha... Está sozinho... e já olhou para aqui imensas vezes...

Pedro – Eu não me vou meter com ele...

Helena – Vais sim... Como nos velhos tempos... Lembras-te?

Pedro – Eu não quero nada com homens!

Helena – Mas quando eu te conheci, andavas com um...

Pedro – Não gosto de falar disso... Faz parte do passado.

Helena – Ora Pedro, não quero que escondas nada de mim... Um corpo de um homem deixou de despertar-te desejo?

Pedro – Não penso nisso...

Helena – Não acredito...

Helena levanta-se e vai pedir um cigarro ao estranho, muito bem parecido, que está sozinho na toalha. Pedro observa e ri-se. Helena regressa com ele.

Helena – Quero apresentar-te o meu marido: Pedro. Pedro apresento-te o Gonçalo.

Pedro – É um prazer.

Gonçalo – O prazer é todo meu.

Olham-se com cumplicidade num sorriso. Helena sorri triunfante.

Helena – Gostavas de vir passar a noite connosco na nossa tenda?

Gonçalo – Na vossa tenda?

Pedro – Estamos no parque de campismo.

Gonçalo – Então devem ser meus vizinhos! Eu também acampei por lá.

Helena – Que feliz coincidência! Sabes Gonçalo, algo me diz que vamos ser muito íntimos.

Gonçalo – Tu não estás a ver quem eu sou, pois não?

Helena – Eu conheço-te?

Gonçalo – Fui teu colega na escola primária!

Helena – Não acredito! Tu és os Gonçalo? Espera aí! Tinhas óculos, não era?

Gonçalo – Pois tinha! Já naquela altura tu tinhas a mania de imitares as modelos nos corredores...

Helena – Pois era! Deveria ser tão cómica!

Gonçalo – Eras linda! E ainda estás... Se o teu marido me permitir dizê-lo.

Helena – Tu mudaste muito... Estás bastante atraente, não está Pedro?

Pedro – Não o conhecia antes!

Helena – Sabes o que é Gonçalo, eu vou-te explicar tudo. Eu estou grávida.

Gonçalo – Grávida? Parabéns aos dois!

Helena – Pois é, e o que se passa é muito simples. Estou a fazer uma despedida da minha vida de liberdade, e gostava de passar uma noite com dois homens...

Gonçalo – Estou a perceber...

Helena – E então?... Aceitas?

Gonçalo – Quem é que quer viver essa fantasia? Tu ou ele?

Pedro – Os dois!

Gonçalo – Muito bem. Se é assim... Não encontro razões para recusar!

Os três riem-se.



Cena 5
Dia 1 – noite

Os três estão deitados na tenda, um charro está a rodar. Helena está no meio.


Helena – Não sei quanto a vocês, mas eu era capaz de ficar assim para o resto da vida. É um sonho tornado real.

Pedro – Nunca iria resultar.

Gonçalo – Se uma relação a dois é complicada quanto mais a três!

Helena – Vocês são uns fracos!

Pedro – Como iríamos explicar ao nosso filho?

Helena – Com a verdade!

Gonçalo – Mas, vocês mal me conhecem! Sabem lá se iria resultar ou não!

Pedro – Eu por mim não me importava de tentar...

Helena – É assim mesmo rapazes! Vamos em frente, vamos escandalizar Portugal. Já me estou a ver num programa de televisão a relatar a nossa história.

Pedro – Helena, por favor!

Helena – Estava a brincar tonto! Dá-me um beijo!.... Agora tu Gonçalo!... Do que estão à espera? Beijem-se? Gosto de vos ver!

Gonçalo – Nós somos perversos! Estou a adorar!

Helena – Vamos inovar o conceito de casal!

Pedro – Nunca coloquei a hipótese de isto acontecer!

Helena – Vamos viver um sonho...



Cena 6
Dia 2 – tarde

Pedro, Helena e Gonçalo estão no funeral do Sr. Gonçalves. Estão cerca de 20 pessoas, todas muito bem vestidas. Entre ela Odete, a viuva. Esta aproxima-se dos três.

Odete – Pedro, eu gostava de falar a sós contigo, se não te importasses.

Pedro – Com certeza, senhora D. Odete.
Odete – Bem sei que este não é o local apropriado, mas a empresa não pode continuar sem um director. O meu marido e eu já havíamos conversado sobre isto, e é da vontade de ambos, que sejas tu.

Pedro – Nem sei o que dizer, não estava à espera.

Odete – O meu marido confiava muito em ti, e não só. Para ele sempre foste o filho que ele nunca teve. Ele gostava muito de ti.

Pedro abraça Odete emocionado.


Cena 7
Dia 1 - amanhecer

Gonçalo está deitado a dormir, subitamente o despertador começa a tocar. São 6: 45. Espreguiça-se, vira-se para o lado e diz:

Gonçalo – Acorda amor, já está na hora de acordares... (é muito carinhoso, falando quase sensualmente... )

Plano do rosto de Pedro.

Pedro – O quê?

Gonçalo – Acorda! Ainda vais chegar atrasado ao trabalho!


FIM

Guião para curta metragem escrito em 1999

segunda-feira, janeiro 07, 2008

O meu primeiro disco



O meu primeiro disco foi o da cantora italiana Rafaella Carra: "Ballo, Ballo", teria eu 6 anos e estariamos no ano de 1982. Lembro-me que foi comprado pelos meus pais, numa discoteca em Portimão, pois eu dançava quando esta senhora aparecia na televisão! Foi nesse mesmo dia que me compraram uns sapatos dourados... Enfim, modas! Lol!

Descobrir estas relíquias no You Tube é voltar ao passado, relembrar os tempos de infância e o quanto gostava de dançar.



Esta música era o lado B do single! Também a adorava!

sexta-feira, janeiro 04, 2008

“Da Guerra Peninsular à Regeneração (1801-1851)”


Já foi divulgado oficialmente pelo Arquivo Histórico Militar o projecto, do qual fiz parte, de descrição, indexação e digitalização de documentação. É meu dever fazê-lo também no meu blog! Lol! Passo a citar a notícia que encontrei no site do Exército:

http://www.exercito.pt/portal/exercito/_specific/public/allbrowsers/asp/default.asp?stage=1

DIVULGAÇÃO - “Da Guerra Peninsular à Regeneração (1801-1851)”

Estão concluídos os trabalhos de descrição, indexação e digitalização do acervo documental do AHM, efectuados pela SHP, empresa adjudicatária do projecto 418/05 –

“Da Guerra Peninsular à Regeneração (1801-1851)” do Programa Operacional da Cultura (POC).

Realizou-se um workshop em 09NOV2007 nas instalações da Academia Militar para divulgação dos trabalhos efectuados, cujo resultado está dísponivel na Internet.

Instruções para a consulta:

- Click no separador "PESQUISA" para entrar no InfoGestNet

- Escolha o arquivo “Da Guerra Peninsular à Regeneração” no separador Arquivos

- Click no separador "PESQUISA"

- Escolha o tipo de pesquisa (simples ou orientada), a orientada é uma pesquisa pela árvore de classificação (cota do documento)

11/13/2007


Portanto, aos interessados na temática da Guerra Civil, ou no conflito que dividiu o país, consultar esta documentação é absolutamente obrigatório!